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Cláudia Heringer acompanha, sorrindo, uma aluna gestante no agachamento com barra

Agachamento na gestação: sua aluna pode continuar com carga?

O que um estudo canadense mediu no bebê logo depois do agachamento pesado e o que muda na ficha quando a barriga cresce.

Cláudia Heringer
Equipe Heringer Fitness
Revisado por Cláudia Heringer em 01/10/2026 · 2 min de leitura
Resposta curtaPode, e a diretriz canadense de 2019 recomenda treino de força na gestação [1]. Num estudo pequeno e recente, gestantes saudáveis agacharam com barra em carga alta, e o batimento do bebê, conferido antes e logo após, não mudou [2]. Com os meses, o que se ajusta é o jeito de agachar.

Sua aluna agachava com barra antes do positivo e agora chega perguntando se isso faz mal ao bebê, porque a sogra jurou que faz. Ou ela nem pergunta, e quem trava é você, sem saber se tira a carga ou mantém.

O que se sabe hoje

O trabalho é da equipe da Margie Davenport, na Universidade de Alberta. Dez gestantes saudáveis, em média na 26ª semana, fizeram agachamento, supino e levantamento terra com a carga subindo até 90% do que cada uma levantava para dez repetições [2]. O fluxo de sangue no cordão umbilical ficou dentro do normal em todas as séries [2].

Numa pesquisa por questionário do mesmo grupo, com mulheres que já treinavam pesado antes de engravidar, mais da metade manteve ou até aumentou a carga no primeiro trimestre, e as autoras concluíram que seguir treinando foi bem tolerado [3].

A gente começa pelo histórico dela. Quem já agachava com barra continua. Quem nunca pegou carga aprende o movimento primeiro e só depois ganha peso.

O que a barriga muda

Conforme a gestação avança, muita aluna se sente mais firme trocando a barra por um halter ou kettlebell junto ao peito, no agachamento goblet. A base costuma abrir e as pontas dos pés giram um pouco para fora, dando espaço para a barriga entre as coxas. Um banco atrás dela marca a profundidade nos dias de equilíbrio pior. Nenhuma dessas trocas tem semana marcada.

A carga passou do ponto naquele dia quando a técnica se desmancha nas últimas repetições ou quando ela só consegue subir prendendo o ar.

Na respiração, a gente ensina a soltar o ar na subida desde as cargas leves. É escolha nossa de prescrição. No estudo canadense, cada exercício terminava com uma série de ar preso, e o batimento do bebê medido logo depois seguia igual ao de antes [2].

Fique atento aos sinais de alerta como sangramento, perda de líquido, contração que se repete ou tontura durante o treino: encerre a sessão e peça que ela procure o obstetra na hora [1].

Referências

  1. Mottola MF, Davenport MH, Ruchat S et al. (2018). 2019 Canadian guideline for physical activity throughout pregnancy. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2018-100056
  2. Moolyk AN, Wilson MK, Matenchuk BA et al. (2024). Maternal and fetal responses to acute high-intensity resistance exercise during pregnancy. British Journal of Sports Medicine. doi:10.1136/bjsports-2024-108804
  3. Prevett C, Davenport MH (2026). High-Load Resistance Training in the First Trimester, a Retrospective Survey: Implications for Exercise Professionals and Obstetrical Providers. Medicine & Science in Sports & Exercise. doi:10.1249/mss.0000000000003956

Como este artigo é feito. A pauta vem de dúvidas reais de profissionais. A redação tem apoio de inteligência artificial, a partir do conteúdo da Cláudia Heringer e de estudos científicos conferidos. Revisado e aprovado por ela antes de publicar.